19 de janeiro de 2011

Um Mundo Interno


E se ao invés de coração tivéssemos uma caixinha com chave e cadeado, mas um cadeado velho e enferrujado?

Seria estrondoso se ao dissecarem um humano fizessem esta descoberta em alguém, com certeza este alguém não seria considerado humano ou hipocritamente filho de Deus. Diante a tantas descobertas esta seria a maior de todas, um alguém que ao invés de coração tivesse (insisto em falar) uma caixinha com chave e cadeado, mas um cadeado velho e enferrujado.

Tudo já é tão complexo internamente que se fosse assim muita coisa se resolveria, bastasse abrir e colocar coisas ou abrir e retirar coisas, nada, nenhum sentimento ficaria impregnado no peito, dando sensações hora boas, hora ruins. Este alguém seria impreterivelmente sem nostalgia(s)audades e teria a paz interna. Será? 

Levando em consideração que o cadeado é velho, seria complexo quando ele perdesse a facilidade de abrir e fechar. Há! E a caixinha não citei, seria de madeira com estampa de bolinhas pretas e fundo branco. E quando começassem os cupins a perseguir este alguém? Bem, não tem jeito. Mesmo este alguém tendo a caixinha com chave e cadeado velho ao invés do coração tornar-se-ia nostálgico e complexado, pois, ficaria imaginando como era o sentir daqueles que tinham músculo bombeando sangue no peito. Como aquele que tem coração os questionamentos para ele seriam os mesmos. 

E se ao invés de Cérebro descobrissem que alguém tem no lugar uma ampulheta?

2 comentários:

  1. Acho que isso nos tornaria anatomicamentes diferentes,no mais continuaríamos os mesmos. Frágeis e influenciáveis ....

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  2. acho que isso nos tornaria anatomicamentes diferentes, mas continuaríamos os mesmos.
    Frágeis e influenciáveis ...

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