30 de setembro de 2011

Corpo em varal


Bem do alto observando vejo o quanto há mais do que apenas pessoas indo e vindo. Há uma imensidão de coisas ao derredor de cada corpo; um(ns) mundo(s), uma(s) visão(ões), um(ns) raciocínio(s), um(ns) gosto(s), um(ns) pensar(mentos) e muita, mas muita energia. Realmente dentro de cada espaço (des)oculpado por cada corpo á mais do que qualquer doutrina revelatória possa falar. Há particularidades e corações. Sim! Eu vejo vários corações em um só corpo, como se cada um deles fosse um anseio reprimido ou decapitado daquele corpo que o tem.

São varais de corpos e corações que se estendem a partir de um único corpo? Talvez. Na verdade sim, pois em volta agora do meu corpo são meus mundos e meus corações. Minha visão! Posso enxergar toda esta imensidão e viagens a meu grosso-suave modo. Mas quem dirá que de outro lugar alguém não possa enxergar como eu? Perguntas; são elas inquietações para desenvolvimento muitas vezes de filosofias que dizem tanto e não sabem nada. Então mais uma pergunta. Os mundos podem se esbarrar entre todos estes (des)compassos?  Com certeza que sim, afinal nestes rumos perdidos de varais de corpos podemos por engano ou não se entrelaçar uns com os outros.

Mas são tantos corpos. Infinitos e em diversas (an)danças e direções. De fato neste momento cortaria minhas mãos; de todos os meus corpos para que cada uma escrevesse um pouco. Sim, falo de mim e dos outros corpos que também sou eu. E tudo no plural, que somos senão uma multiplicidade dentro de nós mesmos. Como dizia um dos vários corpos encontrados pelos caminhos deste trajeto: tudo isso é apenas uma questã.

2 comentários:

  1. O corpo carrega o mundo e não é fácil carregar o mundo dentro da gente.

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  2. É preciso muita força renovada a cada segundo! Não é fácil mesmo...

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