8 de novembro de 2011

Mór

É a necessidade latente n'alma dele em não sentir mais nada, 
Uma gota de bem que seja; um escrúpulo sequer.
Um sorriso, que não mais abre luz ao aparecer,
Pois queria ele de fato chorar, chorar e chorar. Chover!

No véu da lua que outrora foi sua salvação, deita-se.
n'Ela que refletia um olhar nunca mais visto, que o protegia e o fazia ter esperança.
Quis d'Ele novamente sentir as mãos que o afagavam em sonhos constantes.
Esvaindo-se foi sentido os milagres que não mais acreditava.

Feliz é a pomba, que de vestes mundanas ou sagradas voa para quaisquer que sejam os horizontes.
Leve ele pomba! Seja pro terreiro ou para o santuário,
Para rodar e rodar, ganhar uma rosa e aprender a voar.

Faça-o novamente sentir o que neste instante se apaga como luzes quebradas em natais vazios nas árvores da praça da liberdade,
Com tons de vinho que banham (m)(s)eu sangue.
Leve-o e não o deixe dizer adeus.


5 comentários:

  1. Gostei da expressividade do teu poema. Parabéns! Abraços!

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  2. Adeus...Como dói um adeus. - Um sorriso, que não mais abre luz ao aparecer,- é triste...Mas tem força, uma força de quem ainda tem esperança! Lindo!!!
    Ainda não reescrevi o e-mail, estou com vários compromissos culturais, não estou dando conta de tudo, estou exausta. Mas já te passei meu e-mail tbm, qndo quiseres é só escrever. Gosto de te ler. Um beijo.

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  3. Belo poema, gostei da sensibilidade da escrita. Lindo mesmo!
    Agradeço pela visita ao meu blog!
    Beijo.

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  4. Booa tarde rapaz!
    Curti muito o poema de verdade...
    Realmente de uma sensibilidade...vou começar a visitar seu blog mais vezes rs...é a primeira vez mas suave xD

    Obrigado pela visita no meu blog, aquilo lá ta uma zona mas vamo que vamo rsrsrs

    um abraço!

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