10 de janeiro de 2012

Belas flores do eu morto




lucas repetto



São de extrema beleza as flores.
Extrema, mesmo!
Porém distantes de mi(n).

Estava a olhá-las indiscriminadamente com o coração doendo,
Batendo (?),
Fadigando em querer buscá-las;
Alcançá-las.

Comecei a impor movimento às pernas.
Não atendiam. O cérebro ardia.
Não havia forças em meu ser.

Sim.
São extremamente belas e não consigo desviar meu olhar.
Quando as terei?
Nunca, faltam-me bem-aventuranças.




5 comentários:

  1. Ufa, flores do eu morto! Tu es corajoso.
    Um abração. Tenhas um vivíssimo dia.

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  2. Fiquei lendo com adimiração seu poema, arrepiou-me de emoção. Tudo de bom, escreveu lindamente!
    Ivana.

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  3. Lindo poema.E que lhe cheguem sem mais tardar
    'bem aventuranças'.Beijos

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  4. Andamos quase todos assim meu caríssimo e estimado amigo. Será que nos alistamos no lugar e hora errada? Um abraço carinhoso pra ti querido.

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  5. Angustiante!! Muito bom, deixou uma atmosfera bem densa...

    []s

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