3 de fevereiro de 2012

Dançando o desenho.

lucas repetto


Estou pó, fragmento, amiúde num jardim de concreto.
Estou caco, quebrado, ao relento em um chão de cimento.
Estou ócio, calado, em um colchão de remendo.

Colecionando-me.
 
Estou parado, olhado, numa sala imaginária – sem chão sem telhado. (sem alguém)
Co(rr)(m)(i)do)(en)do.
Estou (des)ordenado, encharcado, neste berço putrefato.

Uma caverna! Deito-me... Rabiscado...

Estou.
Apenas estou.
Dançando o desenho.

(M)eu ou (S)eu.

Um comentário:

  1. Alvedrio, eis um poema bem estruturado.
    Um abraço. Tenhas um bom dia.

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