16 de maio de 2012

O menino outro

lucas repetto


Um menino
Sem sonhos, pois,
Não sabia quais eram seus próprios sonhos.

Falta? Ou,
Muitos sonhos, tantos, que ele não conseguia dizê-los?
Talvez.

Muitos sentimentos! Muitos... Muitos... Muitos... Em quinze anos.
Nem sabia ao certo seu aniversário em qual data comemorava-se, o menino.
A mãe lembrava-o, para um simples abraço.

E o que gosta? (perguntei-o)
Eu não sei saber do que gosto, vivo este dia e depois o outro. (disse-me)
Pode ser que (des)gostosuras davam-se no decorrer do percurso desse menino,
Nada longínquo ou planejado — o momento.

Da-me a mão? Vamos desenhar? Era um constante sentimento em cada um, desenhar.
Ele (Eu) gosta(o) de desenhar e não muito de estudar,
Professores chatos — que só o fazia escrever.
Menino, menino deste tempo.

Bonito. Singelo. Branco. Franzino. Cabeça oval. Olhos moribundos. Cabelo quase raspado com pequenas voltinhas enlouradas. Mão grande. Suave. Jeans azul. Vontade. Curiosidade. Perfume. Candura. Uma mãe. A Vitória. Uma menininha. O ônibus. O caminho. À noite. Um aperto de mão. Meu rascunho. Meu beijo.


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