26 de dezembro de 2013

náufrago



sonhos naufragam,
sentimentos também,
vão-se filamentos do coração vísceras abaixo.
feridas
começam a (re)surgir.
mas, dizem que tudo passa
- um rei quem disse, acho -
vem a cura,
renascemos.

por  hoje
morto,
amanhã ressuscitado.
instante esse em que
maltrapilho
reviro na tumba
de prata.
logo novamente,
empresto meu corpo destruído a m’alma.

2 comentários:

  1. Hoje morto, amanhã reencarnado, amigo Luca.
    Um abraço. Tenhas uma boa tarde.

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  2. O título foi brilhantemente escolhido para essa belíssima obra, escrita com uma profundidade impressionante!
    Grande abraço, sucesso e feliz 2014!

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