31 de janeiro de 2011

Minha Cor


As cores como são
São elas cores
Num mundo padrão

As cinzas celebres asas
Que voam no meu papel
As vermelhas únicas cerejas
Essas sim tomam conta do coração

Em suas atrações
O palco de mim
Cores e mais cores
Sem definição

Suas cores
Minhas cores
Nossa cor
O céu azul

28 de janeiro de 2011

No caminho uma borboleta

E quando nos deparamos com uma borboleta morta o que pensar?

Foi o que me questionei ao vim trabalhar quando reparei no meu caminho caída no chão uma belíssima borboleta de estrutura negra, asas amarelo ouro com tarjas vermelhas e que ainda se debatia levemente no chão aguardando seu último sinal vital entregar-se a morte.

Para um cientista seria apenas um agente polinizador, para um leigo apenas um inseto qualquer (e ainda pisaria) e para alguém desinteressado nem a perceberia.

E seriam diversos os sentimentos por vários tipos de pessoas, por aquela visão da borboleta que se deteriorava em meio o chão quente, de concreto e manchado de óleo automotivo.

Mas para mim, bem!

Aquilo se tornara um sentimento de luta, transformação, inconstância, graciosidade, inspiração, em fim. Meu coração e minha mente se tornaram unidas num único sentimento, de que tudo deve valer a pena e de que tudo um dia vai passar. Seja o amor, a felicidade, a tristeza, a dor, etc. Tudo vai passar.

Somos Divinamente agraciados por esta inserção e passagens de sentimentos que nos torna límpidos e únicos diante a vida.

Muito valida a ideia pra algumas culturas de que a alma saía do corpo morto em forma de borboleta, pois a vida deve tornar-se isso, uma mágica, iluminada e linda poesia. A vida nunca acaba e a morte existe apenas para quem acredita ser assim

Um ser que faz parte de um ciclo maravilhoso da natureza deve trazer as mentes humanas todo este sentimento de arte.

Com toda a singeleza e aparente fragilidade a borboleta já foi símbolo de luta contra a violência e é isso que se deve adentrar em nossos corações, a luta contra todo mal que poder houver neste mundo e mesmo internamente.

Fazer valer a pena todo instante da vida deve ser o foco de todos, fazer valer aquilo que temos de mais precioso, fazer bem a sede de nossa alma (o corpo), fazer mutável nossa conduta buscando sempre a constante evolução.

Pena por aqueles que dizem: _Sou assim e pronto, nunca vou mudar. Fazem de sua personalidade e vida estagnada, sem sentido e ignorante.

Tudo um dia vai passar desde as mais belas coisas até as mais malditas, mas algo não pode morrer, a nossas buscas na reta do bem e os nossos sonhos. Pessoas veem e vão, mas alguém que nunca se dissipará do seu caminho é você mesmo. Aprenda a conviver consigo mesmo de forma única e especial, nada é impossível para aquele que de alguma forma crê e tem fé em algo.

No fim seja cientifico ou poético o significado da borboleta pra você, o que importa é perceber ao redor o mundo perfeito que existe e que cada um tem seu lugar e espaço.

'' Imagine como é o mundo visto por uma borboleta!”

19 de janeiro de 2011

Um Mundo Interno


E se ao invés de coração tivéssemos uma caixinha com chave e cadeado, mas um cadeado velho e enferrujado?

Seria estrondoso se ao dissecarem um humano fizessem esta descoberta em alguém, com certeza este alguém não seria considerado humano ou hipocritamente filho de Deus. Diante a tantas descobertas esta seria a maior de todas, um alguém que ao invés de coração tivesse (insisto em falar) uma caixinha com chave e cadeado, mas um cadeado velho e enferrujado.

Tudo já é tão complexo internamente que se fosse assim muita coisa se resolveria, bastasse abrir e colocar coisas ou abrir e retirar coisas, nada, nenhum sentimento ficaria impregnado no peito, dando sensações hora boas, hora ruins. Este alguém seria impreterivelmente sem nostalgia(s)audades e teria a paz interna. Será? 

Levando em consideração que o cadeado é velho, seria complexo quando ele perdesse a facilidade de abrir e fechar. Há! E a caixinha não citei, seria de madeira com estampa de bolinhas pretas e fundo branco. E quando começassem os cupins a perseguir este alguém? Bem, não tem jeito. Mesmo este alguém tendo a caixinha com chave e cadeado velho ao invés do coração tornar-se-ia nostálgico e complexado, pois, ficaria imaginando como era o sentir daqueles que tinham músculo bombeando sangue no peito. Como aquele que tem coração os questionamentos para ele seriam os mesmos. 

E se ao invés de Cérebro descobrissem que alguém tem no lugar uma ampulheta?