27 de abril de 2012

(des)encanto encanto



I

onde se encontra a expressão

de mi(n) no outro

(.) (?)

que no percurso

da caminhada não me causa

algum encanto

não flui

a poesia

a imagem

apenas letras

de rejeição

II

pelo outro que tanto

me (des)encanta

perdidamente

sentiu-se

a vontade do beijo

o estalar do tocar

dos lábios

ainda sim, nenhuma

excitação

nenhum membro,

rígido


19 de abril de 2012

Sutil? Plasticismo


Não habita em mi(n)
a sabedoria poética,
como outrora habitou em poetas
com mais sentimentos.

O plasticismo de hoje,
tomou-me conta
e não há como brandir com m'alma,
ela plastificou-se em obra, (não) poética.

Mas há, há!
Uma forma que grita, expõe pelo mais sutil
movimento de pensamento, o sentir (pensamento).

Seguem-se, cheiros de mi(n)
que logo fogem decorrente a paciência;
imatura, da poesia viva.


12 de abril de 2012

Recipient(sotnemitn)es

Para todas as Felicitações recebidas em 11 de abril de 2012


lucas repetto

São como recipientes cristalinos,
de cristal;
Percebível são as faíscas que por dentro estouram nestes recipientes;
Como se algo não coubesse ao mesmo tempo em que se foi (é) necessário caber;
Mas não há saída para as faíscas;
Permanecem nos recipientes, loucas.
Só resta novamente adormecerem e outrora acordarem em outros recipientes;
Menos ou mais densos,
talvez nem tanto mais de cristal cristalino,
estas faíscas da centelha divina.
Logo, mexem-se, remexem-se os recipientes,
pelo simples forte impulso (vontade) que por dentro os habita, estas faíscas louco-humanas;
Como Chatterton impulsionam (vida? morte?) O movimento que de bom grado nos remete ao abraço.
Assim somos;
Recipientes de questões:
 — percursos, isolados, coletivos, internos, externos, próprios, nossos, amantes que olvidam algo que não os acometeu a memória do momento.
Abraços entre-humanos.
(imagem e sentimento)


10 de abril de 2012

Confúcio


Vezes ou outras, sempre talvez; questiona-se mesmo.
O quê?
O fato.
De que fato é fato e de que a alma de um ser humano em essência é bruta, não evoluída. Por isso tanto complicada se faz.
Percebem-se os questionamentos.
E os não?
Do princípio aterrador da simplicidade onde a confusão se (des)faz mesmo por longe ao próprio Confúcio e suas letras (confusas?).
— a falta viu;
— dos valores antigos;
— antes do antigo que se percebe a sociedade.
D’alma sadia, perceber o Vento do pensamento que corre longe... Longe... Longe dele mesmo.
O Vento.
De pensamento fez-se, carregando(-os) tudo o que é humano.
Social.


1 de abril de 2012

ípsilon

Um tempo onde;
não havia fragmentos e nomes para os tipos de arte.

(processos)

Visuais,
Dança,
Música,
Cênicas,
Outras mais criadas pelos não criadores.

Onde estão estes homens?
(Quando a dança da vida era uma coisa só)

Esperança, esperança, esperança!
Cantemos d’alma a canção flamejante.

E penso, logo, por isso, penso.
Ó coração oriundo da necessidade, que num por vir às coisas boas voltem até você.

(— não tanto — por mais um dos fragmentos palavróticos)