30 de dezembro de 2013

linhas com linha



Trabalho em desenvolvimento, desenh(costur)ando.

26 de dezembro de 2013

náufrago



sonhos naufragam,
sentimentos também,
vão-se filamentos do coração vísceras abaixo.
feridas
começam a (re)surgir.
mas, dizem que tudo passa
- um rei quem disse, acho -
vem a cura,
renascemos.

por  hoje
morto,
amanhã ressuscitado.
instante esse em que
maltrapilho
reviro na tumba
de prata.
logo novamente,
empresto meu corpo destruído a m’alma.

10 de dezembro de 2013

linhas com linha




Trabalho em desenvolvimento, desenh(costur)ando.

3 de dezembro de 2013

rosa menina

Desenho em papel A4 (75g/m² 210mm x 297mm), lápis de cor.


20 de novembro de 2013

outro mundo

Das vezes que eu me arrisco num outro mundo, o das cores. Não o conheço bem, minha paixão é o P&B. Mas, não custa vez ou outra pegar um foguete e ir de encontro à outra galáxia.

Desenho em papel A4 (75g/m² 210mm x 297mm), lápis de cor.


19 de novembro de 2013

Prece di-eu

oro ao tempo
e minha prece é o amor
abraço o mundo
e minha penitência é desenhar
abraço a morte
e meu fim
bem
meu fim
é quando caminho dentro de mim



24 de outubro de 2013

ela(e) não gostou das flores

Desenho em papel A4 (75g/m² 210mm x 297mm), caneta nanquim.

22 de outubro de 2013

18 de outubro de 2013

9 de outubro de 2013

Desenho em papel A4 (75g/m² 210mm x 297mm), caneta nanquim e colagem.

7 de outubro de 2013

Desenho em papel A4 (75g/m² 210mm x 297mm), caneta nanquim.


24 de setembro de 2013

processo para rascunhar pensamento

Desenho em papel A5 (75g/m² 148mm x 210mm), Nanquim.

18 de setembro de 2013

amar(gar)



I

esvaziando
ou
escondendo
uma porção-mundo
de sentimentos
um
em especial

II

enche m’alma
de racionalidade
hiberna
assim
para
sobre-vida
viver
meu
coração

III

deixa que por hora
o corpo
vomite
a insensatez
de
amar
(gar)

IV

em branco

13 de setembro de 2013

Assino o decreto de mim mesmo.



Morreu, entre partes o que foi valido, mas apenas para o irreconhecível (in-aceitável). Vive agora, sob pena de ser um novo – renascido – sem asas, talvez nos desenhos, mas o corpo (...) cru, sendo o que é, até que se envolva num outro tipo de metamorfose por debaixo da terra.

E por assim estarem justos e de acordo, lavram, e caminham para o mesmo objeto de evolução e sentipensamento. O mundo, o corpo, o espírito. Eu.


11 de setembro de 2013

escambo



de que m’alma penetraria
um mundo existente - ou in -
conformado com a não matéria
semeia agora
carne
raiz
barganha do que era
para o novo do que deve ser
- emerg(sent)ir -
e não mais ser
anjo safado
- oculto -
dragão domado
- escancarado -
agora
simples assim
- respirar -
eu

29 de agosto de 2013

Ajna


Desenho em papel A5 (75g/m² 148mm x 210mm), Nanquim.

21 de agosto de 2013

pena e cilício

em vão
esse amor
que agora
me transforma
em estátua
cheia
de palavras
(sobre um mármore em branco de epitáfio em segredo)
onde
as mesmas
vagam
apenas
para o que apelidamos
de tempo
coração
vão
se(m)ntimento



19 de agosto de 2013

premissa

Papel A5 (75g/m² 148mm x 210mm), Nanquim.

16 de agosto de 2013

Profusão de sentimentos descoloridos

Papel A5 (75g/m² 148mm x 210mm), Nanquim.

13 de agosto de 2013

Conhecimento


O conhecimento ao mesmo tempo em que constrói a mente humana tem a mesma capacidade destruidora das vestes da humildade. Sendo assim, prefiro em último caso a ignorância (racionalizada inconscientemente no bem) – caso eu não tenha consciência de entender que conhecer, não é ser melhor que o próximo – ao contrário, aprimorar-se intelectualmente nos obriga a ser generosos com aqueles que se encontram nas ''trevas''. A intelectualidade aliada à rebelião moral acerca do próximo é burrice. O conhecimento aliado à humildade de entender que cada qual tem uma velocidade, maneira, em percorrer o caminho é sabedoria.

24 de julho de 2013

... do nada.


Veem assim do nada – sentimentos (como rascunhos), do bem ou do mal (tanto faz). Mas veem. Resultado de ser vivo e ter coração (que pulsa, não pulsa). Do nada assim, como as linhas desse desenho – à toa. Mas com memórias, cada linha. Como sentimentos, vazios talvez. Mas, vazios cheios.

 

Desenho em papel A4 (75g/m² 210mm x 297mm), caneta esferográfica.

22 de julho de 2013


Desenho em papel japonês 210mm x 297mm, lápis de cor e grafite

11 de julho de 2013

Zero horas


Fria – muito,
Foi a noite ontem.
Nem mesmo a lua aparecera
Para que seus olhos eu pudesse enxergar
Pensei até que por outras galáxias
Ela tinha se refugiado para se esquentar.
No céu escuro, insisti.
Mas não achei o seu olhar.
Aproveitei então meu dom – muitos chamam assim, dom –
Então olhei para o alto
E desenhei
A minha lua (que é você)
Para que novamente
Seus olhos pudessem me observar – me confortar.
Você,
Barão das palavras,
Amador.
Meu amor.



26 de junho de 2013

Restauraç(destruiç)ão


Flutuei por sonhos irreais até que chegasse nesse abismo, onde palavras são vazias como um céu sem estrelas que cobre a retina. Como Dragão me restaurei, para aliviar meu cor(ação)po da leveza inóspita das asas de anjo.


14 de junho de 2013

é

meu coração
que vergasta
no abismo dele próprio
que é o que achava não ser
é
aquela vontade de não mais seguir
jogar o que há de bom ao
cérbero
e não mais
ser
 

meu coração: in(natura)trínseco



meu tênue autorretrato

Experiência desenvolvida com tinta látex.


7 de junho de 2013

Ensaiando a exposição








Desenhos em caneta nanquim, grafite e lápis de cor feitos no papel japonês (210mm x 297mm) utilizando como suporte para exposição molduras desenvolvidas no papel paspatur.


21 de maio de 2013

Arriscando a cor

Desenho, Sem Título, Papel A4 Canson (224g/m² 210mm x 297mm)
Caneta nanquim e aquarela.


15 de maio de 2013

noutra vida, o coração



cresça coração,
até estourar.
e que seus fragmentos
pelo chão
tornem-se
flores.

flores com braços, mãos, pernas e pés,
para que ao cair da noite
possam se acoitar
do orvalho
e assim não mais se lembrarem
de como eram as lágrimas.



Desenho, Sem Título, Papel A4 Canson (224g/m² 210mm x 297mm)
Lápis grafite, caneta nanquim, pincel permanente e aquarela.


10 de maio de 2013

O anjo de Kelley Jones


Desenho, Sem Título, Papel A4 Canson (224g/m² 210mm x 297mm).
Lápis grafite, caneta nanquim e caneta stabilo.





(Re)(leitura)(desenho)

Desenho de observação de uma imagem do livro do ‘’The Sandman’’ cuja arte é do Kelley Jones.

O livro estava com a Val Armanelli, uma querida que também passeia pelo mundo da imaginação como eu.

É muito interessante refazer imagens com as próprias mãos e exercer sobre elas a (re)leitura do meu olhar. Quando observo, por exemplo, um desenho; para reproduzi-lo o bonito é ao mesmo tempo trazê-lo para o que é próprio do meu traço, da minha (re)criação.

De fato, também um bom exercício.